Arquivo da categoria: Restaurante Parraxaxá.

Munguzá


Munguzá , que vem do quimbundo mu’kunza, milho cozido, é uma iguaria feita de grãos de milho (geralmente branco) cozidos em caldo açucarado, algumas vezes com leite de coco ou de vaca, a que se junta polvilho com canela.

Faz parte da culinária  nordestina , principalmente Pernambuco, onde é apreciado durante o todo o ano diferente de outras iguarias de molhos, que só são encontras em périodos juninos.

Muito apreciado no Nordeste, onde também é conhecido como chá de burro, o munguzá também é encontrado em outras regiões do país com denominações diferentes:

  • canjica  (estados do Sudeste);
  • canjicão (Minas Gerais ).


Curiosidades tapioca.

 

No resto do mundo, vários produtos derivados da fécula da mandioca são também chamados de tapioca. Os recheios dão um toque especial à tapioca e variam de acordo com o gosto e a região onde a tapioca é consumida, podendo ser  apenas com manteiga ou com coco fresco ralado, leite condensado, queijo, banana, chocolate, carne-de-sol, morango com chocolate e goiabada com queijo e outras.

O pudim ou de bolo de tapioca, não é levado ao fogo e é servido gelado, natural ou com calda de frutas. A farinha de tapioca é colocada num recipiente com leite de coco, um copo de leite, açúcar a gosto e coco ralado. Depois que os ingredientes são bem misturados, coloca-se numa forma e leva-se este para a geladeira.

Não faz muito tempo, a tapioca atraiu a atenção de alguns criativos chefs da culinária brasileira. Estes usaram suas habilidades e criaram versões inovadoras da tapioca. Uma destas é o uso da goma de tapioca (em pelotas de cerca de meio centímetro de diâmetro) banhada com molho Shoyu,  produzindo uma sobremesa de cor escura que tem aparência de caviar,  e é chamado “caviar de tapioca”. E também existe uma música composta pelo baiano Moraes Moreira, que se chama Tapioca de Olinda.

História da Tapioca.

 

Os povos tupis-guaranis, que ocupavam a faixa litorânea leste do território brasileiro desde o sul até o norte, foram os responsáveis pelo domínio comestível da mandioca. A mandioca, produzida sob o sistema da agricultura de subsistência, era a base da alimentação do Brasil até a chegada de Pedro Álvares Cabral. A tapioca nasceu através da necessidade de diminuir o tamanho do beiju e poder passar a ser cozida no fogo.

Pouco após os primeiros anos do descobrimento, os colonizadores portugueses  na Capitania Hereditária de Pernambuco descobriram que a tapioca servia como bom substituto para o pão. Na cidade de Olinda se consumia intensamente o beiju, a farinha e a tapioca, extraídos da mandioca, desde o século XVI com a criação portuguesa da Casa de Farinha em Itamaracá (Pernambuco).

A tapioca logo se espalhou pelos demais povos indígenas, como os cariris no Ceará e os Jês, na Amazônia oriental. Ainda, se transformou posteriormente na base da alimentação dos escravos no Brasil. Tudo isso serviu para transformar a tapioca, hoje, num dos mais tradicionais símbolos da culinária por quase todo o nordeste.

O restaurante

 

Há 13 anos no mercado, o restaurante Parraxaxá  se mantem fiel a tradição da cozinha regional. Pois, para os sócios Bruno e Fábio Catão a matéria-prima tem que ser de primeira qualidade, o milho ralado e o leite de coco é produzido na hora. Dando  mais trabalho, mas ganham em qualidade.

 Atualmente, com a exigência de selos de procedência da Vigilância Sanitária, as carnes são compradas de grandes fornecedores. Os pequenos fornecedores vendem manteiga de garrafa, queijo de manteiga (de Caicó, RN) e também os doces, vem de Triunfo, interior do Estado.

Sempre trabalhando com uma linguagem atrelada à cultura regional, as peças de divulgação do Parraxaxá remetem ao Sertão, imitando a linguagem oral e também a dos cordéis, sempre buscando a inovação na decoração do restaurante e na valorização da cultura regional.

Pamonha

 

Você sabia que a palavra pamonha vem da palavra tupi pa’muña, que significa “pegajoso”. E que a maior pamonha do mundo tinha 408Kg e foi produzida para a 17ª Festa do Milho Verde na cidade de Santo Amaro da Imperatriz, em Santa Catarina.

Pamonha  é um quitute  feito de milho verde, comum em todo o território brasileiro, principalmente em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e  em todos os Estados do Nordeste.

 O milho é  ralado e à massa resultante são misturados leite e sal ou açúcar. Esta massa é colocada em “recipientes” feitos com a própria casca do milho que também serve como tampa. As pamonhas são submetidas a cozimento e sua massa alcança uma consistência firme e macia.

Carne de Sol

 

 

Você sabia que  a carne-de-sol também é denominada  de carne-de-sertão, carne-do-ceará, carne serenada, carne-de-viagem, carne-mole, carne-do-vento, cacina ou carne acacinada. 

Normalmente, confundido com carne seca. Apesar de possuírem processos parecidos há uma grande diferença no sabor. A carne-de-sol é ligeiramente salgada e depois colocada para secar em local coberto e ventilado. O processo de secagem é rápido e o interior da carne fica úmido e macio. Já a carne seca leva mais sal e é empilhada em locais secos para sua desidratação. Após a secagem da carne ela é estendida em varal ao sol para completar sua desidratação. A carne seca é bem mais salgada se comparada com a carne-de-sol.

É um método de conservar alimentos de origem animal, salgando e secando ao sol peças de carne, em geral bovina e por extensão, o nome do alimento preparado deste modo.